Irmãos de Teixeirópolis são condenados pelo homicídio de Bruno Henrique

O veredito do Tribunal do Júri do caso Bruno Henrique, realizado na sexta-feira (22-05), foi lido na madrugada deste sábado, e foi recebido como um sentimento de dever cumprido e justiça feita para a vítima e toda a sua família. Os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público e pela assistência de acusação, condenando os réus, os irmãos irmãos Claudiomar Krause e Niltomar Krause, às penas de 18 e 20 anos de reclusão. O Júri ocorreu conforme a acusação e assistência de acusação esperava na condenação conforme a denúncia, desde o princípio. Justiça feita para Bruno Henrique da Silva Souza e toda família.

Bruno Henrique (vítima)

Claudiomar foi condenado por homicídio com duas qualificadoras, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Pena definitiva de 18 anos, regime fechado. Crime hediondo. Vai cumprir 50% no fechado.

Niltomar pegou pena por homicídio com duas qualificadoras, fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima de 18 anos, mais o crime da arma não registrada de 2 anos. Pena definitiva 20 anos, regime fechado. Crime hediondo. Vai cumprir 50% no fechado. Niltomar pegou pena maior porque, segundo foi comprovado pela acusação, como coautor do crime, ele tinha rixa com a vítima, levou o irmão a cerealista de Bruno Henrique, com quem conversara minutos antes, portando uma garrucha não registrada.

Detalhe: Niltomar tinha arma registrada, mas levou para a empresa da vítima uma arma clandestina, e embora não tenha usado recebeu 2 anos a mais de condenação do que irmão que foi julgado pelo crime hediondo ao matar Bruno Henrique com dois disparos de uma arma calibre 36, calçada com munição de espingarda. O relatório final da Polícia Judiciária, conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste, foi muito bem elaborado e recebeu elogios durante o júri.

Os trabalhos do Tribunal do Júri foram presididos pelo juiz de Direito Vinícius de Almeida Ferreira, que garantiu o rito legal e a ordem na sessão antes de lavrar a sentença definitiva com as penas estipuladas.

O desfecho bem-sucedido foi resultado de um trabalho coordenado e estratégico na tribuna. A promotora de Justiça Camyla de Carvalho desempenhou um papel fundamental e cirúrgico na acusação, apresentando as provas técnicas e os detalhes do crime com firmeza aos jurados. Ao lado do Ministério Público, atuaram de forma decisiva os advogados José Martins dos Anjos e Weverton Martins dos Anjos, que trabalharam como assistentes de acusação desde o princípio da ação penal. A banca de assistência reforçou o clamor por justiça da família e combateu tecnicamente as teses da defesa ao longo do julgamento.

Com a decisão soberana do Conselho de Sentença e a aplicação das penas pesadas de 18 e 20 anos de prisão em regime fechado, o Poder Judiciário encerra um ciclo de muita dor e comoção que despertou interesse da comunidade de Teixeirópolis, consolidando a punição dos responsáveis pelo homicídio de Bruno Henrique.

Fonte: correiocentral






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