De acordo com a Energisa, empresa estava com a energia cortada por falta de pagamento e continuava recebendo eletricidade de forma irregular – Foto: Divulgação/Energisa

Uma fábrica de produtos derivados do leite foi flagrada usando uma ligação clandestina para furtar energia elétrica em Ji-Paraná (RO). De acordo com a Energisa, a quantidade de energia desviada seria suficiente para abastecer cerca de 100 casas populares durante um mês.
Segundo a concessionária, a fábrica estava com o fornecimento de energia suspenso por falta de pagamento, mas continuava recebendo eletricidade de forma irregular por meio de uma subestação instalada em um terreno vizinho. O nome da empresa não foi divulgado.
A fraude foi descoberta durante uma fiscalização da Energisa, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Técnico-Científica, realizada no dia 19 de maio. No local, os técnicos encontraram uma estrutura clandestina de alta potência, capaz de captar energia diretamente da rede elétrica para abastecer a fábrica.
Ainda segundo a Energisa, mesmo fechado e sem funcionar, parte dos equipamentos da empresa permanecia ligada, gerando alto consumo de energia.
🔎 O furto de energia é crime previsto no Código Penal e pode resultar em pena de até oito anos de prisão. Em casos de fraude em medidores ou adulterações, os envolvidos também podem responder por estelionato.
De acordo com o gerente do Departamento de Combate às Perdas da Energisa, Daniel Andrade, a prática pode provocar incêndios, choques elétricos e sobrecarga na rede, além de prejudicar o fornecimento para outros consumidores.
A Energisa informou ainda que o furto de energia causa prejuízos para toda a população e afeta a qualidade do serviço. O responsável pelo imóvel poderá responder criminalmente pelo caso.
Segundo a Energisa, somente em 2026, mais de 50 pessoas já foram presas em flagrante por furto de energia em Rondônia. Em 2025, foram registradas 139 prisões relacionadas a esse tipo de crime.
A população pode denunciar suspeitas de irregularidades de forma anônima pelos seguintes canais:
Polícia Militar: 190
Energisa: 0800 647 0120
Fonte: G1


