
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Porto Velho apontou Nicolas Gomes Buranello, 20 anos, como responsável pelo assassinato do médico Lucas Macedo Martins, 32 anos, encontrado morto no último dia 24 em um túmulo no cemitério Santo Antônio. A investigação também identificou que o criminoso levou o carro da vítima para Guajará-Mirim e utilizou o cartão do médico na cidade.
O acusado está foragido com prisão preventiva decretada e segundo a Polícia Civil, possui antecedentes criminais e vinha sendo relacionado a crimes que passaram de estelionato a extorsão e sequestro. Para os investigadores, o homicídio de Lucas representa um agravamento dessa trajetória criminal.
A investigação também traçou o modo de atuação atribuído ao marginal. Nicolas seria articulado e escolheria pessoas com características específicas, principalmente solteiras, instruídas e com autonomia financeira. A partir da aproximação, entraria no círculo social dessas pessoas, estabeleceria uma relação de confiança e passaria a manipulá-las para obter acesso aos recursos financeiros.
Ainda de acordo com as informações policiais, entre as práticas atribuídas a Nicolas estão mentiras, furtos e o uso de substâncias para dopar vítimas. A Polícia Civil também o descreveu como uma pessoa oportunista e sem empatia, avaliação relacionada ao comportamento identificado durante as investigações.
Lucas desapareceu no dia 22 de julho. Dois dias depois, foi encontrado morto em uma cova no cemitério Santo Antônio. O corpo apresentava vários sinais de violência.
A partir das investigações, o DHPP colocou Nicolas como principal suspeito do homicídio. Além dos elementos relacionados à morte, a apuração identificou o deslocamento do carro de Lucas até Guajará-Mirim e o uso do cartão da vítima naquela cidade.





