Ex-morador de Alvorada do Oeste com esquizofrenia é morto pela PM no PR; família denuncia uso excessivo de força

Aposentado com esquizofrenia é morto em casa por tiros da PM em Piraquara; família contesta ação e aponta excesso policial – Foto: Reprodução

O aposentado Vilmar Penteado, de 39 anos, morreu após ser baleado por agentes da Polícia Militar do Paraná dentro de sua residência, no município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso ocorreu no dia 7 de março deste ano e tem gerado questionamentos por parte da família, que apontam possível excesso na ação policial.

Diagnosticado com esquizofrenia e com limitações motoras, Vilmar estaria em surto no momento da ocorrência. Segundo relatos, ele foi atingido por disparos de arma de fogo durante a intervenção policial. Conhecido em Alvorada do Oeste por seu jeito tranquilo e comunicativo, ele costumava caminhar sozinho ou acompanhado dos pais pela cidade.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Sumdenos, Vilmar havia recebido alta médica há poucos meses, com redução na dosagem de medicamentos, o que pode ter contribuído para o agravamento das crises. Naquele dia, familiares perceberam que ele estava agitado. Em situações anteriores, os próprios irmãos o receberam, mesmo quando ele se mostrava agressivo. No entanto, naquele momento, apenas mulheres e idosos estavam na residência, o que motivou o acionamento da Polícia Militar e do Samu, com o objetivo de garantir atendimento médico e possível reinternação.

Ação policial e versões divergentes

Quatro policiais participaram da ocorrência e arrombaram a porta da casa onde Vilmar Vivia, construída no mesmo terreno da residência dos pais. Testemunhas afirmaram que, logo após a entrada dos agentes, foi ouvido um disparo, seguido de gritos de dor. Em seguida, outros tiros teriam sido efetuados.

A família questiona a proporcionalidade da ação, alegando que Vilmar estava em surto psiquiátrico e apresentado limitações físicas, o que, segundo eles, exigiria uma abordagem mais cautelosa.

No boletim de ocorrência, os policiais informaram que o primeiro disparo teria sido efetuado com uma arma de eletrochoque (taser), considerado de menor potencial ofensivo. No entanto, testemunhas contestam essa versão, afirmando que o som ouvido era semelhante ao de arma de fogo. Também há relatos de marcas de sangue em diferentes residências, levantando dúvidas sobre a dinâmica da ocorrência.

A Polícia Militar do Paraná declarou que Vilmar teria mantido a própria mãe em cárcere privado e avançado contra os agentes com um machado e uma faca. Já familiares e testemunhas negam essa versão, afirmando que ele estava sozinho no imóvel no momento da ação.

O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes.

Fonte: Rondoniavip

 






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