Ações envolveram a Operação Sufocare, em Seringueiras, a Operação Metadados, em Porto Velho, e a Operação Solo Sagrado, com mandados em Rondônia e Mato Grosso

Três operações policiais realizadas entre segunda-feira (17) e terça-feira (18) mobilizaram forças de segurança em Rondônia e em estados da região. As ações envolveram apreensão de armas, investigação de crimes praticados por meios digitais e apuração sobre extração e comercialização ilegal de ouro.
Três armas são apreendidas em Seringueiras
Na segunda-feira (17), uma ação da Operação Sufocare terminou com a apreensão de três armas de fogo na BR-429, na zona rural de Seringueiras.
Segundo o registro da ocorrência, os policiais realizavam uma fiscalização no quilômetro 15 da rodovia, na região conhecida como Mendes Júnior, quando avistaram um Chevrolet Prisma vermelho.
Ao perceber a barreira policial, o motorista teria feito uma manobra de retorno e seguido em direção a Seringueiras. O veículo foi acompanhado pelas equipes e interceptado em uma estrada vicinal.
Três pessoas estavam no automóvel. Durante a busca, os policiais localizaram três armas de fogo no porta-malas. Conforme o relato registrado pela equipe, os ocupantes disseram que iriam caçar e que fugiram para evitar a abordagem.
Os envolvidos receberam voz de prisão e foram encaminhados, junto com as armas e outros materiais relacionados à ocorrência, para a Delegacia de Polícia Civil de São Miguel do Guaporé. O caso foi registrado com base no Estatuto do Desarmamento.
PF investiga ataques digitais em Porto Velho
Também na terça-feira (18), a Polícia Federal deflagrou a Operação Metadados, em Porto Velho, para investigar supostos crimes contra a honra e perseguição praticados por meios digitais contra uma servidora pública federal.
Foi cumprido um mandado de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, autorizadas pela 7ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Rondônia.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura o uso de meios digitais para supostas imputações caluniosas e condutas de perseguição. Durante a ação, dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos a perícia.
Operação Solo Sagrado investiga comércio ilegal de ouro
Na terça-feira (18), a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a Operação Solo Sagrado para desarticular uma suposta organização criminosa investigada por extração e comercialização ilegal de ouro.
A operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, além de medidas para afastamento dos sigilos bancário e fiscal e sequestro de bens e valores. Os mandados foram cumpridos em Mato Grosso e Rondônia.
Segundo as investigações, o grupo atuava desde o financiamento e suporte logístico às frentes de garimpo até a circulação e comercialização do minério. Há indícios de que empresas e cooperativas eram utilizadas para dar aparência de legalidade ao ouro extraído ilegalmente da Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso.
Um dos núcleos financeiros investigados teria movimentado mais de R$ 20 milhões entre 2022 e 2025. Também foram identificados mais de R$ 3,5 milhões em recebimentos provenientes de instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.
Durante uma fiscalização na Terra Indígena Sararé, uma escavadeira hidráulica pertencente a uma das empresas investigadas foi localizada em atividade de garimpo ilegal. O equipamento foi apreendido e inutilizado, e posteriormente foi aplicada uma multa administrativa superior a R$ 3 milhões.
As investigações das três operações continuam. Os conduzidos e investigados devem ser tratados como suspeitos, sendo presumida a inocência até eventual condenação definitiva pela Justiça.
Fontes: Polícia Federa





