Neste início de 2026, o período chuvoso segue intenso em Rondônia — um fenômeno esperado e, em muitos aspectos, bem-vindo, especialmente após a severa estiagem de 2024, quando o estado enfrentou uma das piores secas de sua história, com queimadas, prejuízos à pecuária, à agricultura e a diversos outros setores.


No entanto, a força da natureza também expõe fragilidades. Sem condições de prever totalmente os extremos climáticos, o ser humano enfrenta desafios que exigem prevenção, planejamento e cautela. A limitação de recursos técnicos e financeiros faz com que, tanto nos períodos de estiagem quanto nos de chuvas intensas, órgãos públicos e a própria população precisem redobrar a atenção para evitar tragédias.
Nesta terça-feira (20), dois episódios semelhantes chamaram a atenção nas redes sociais, quase simultaneamente, em municípios diferentes. Em Cacoal, uma forte correnteza se formou em uma avenida da cidade, colocando em risco pessoas que estavam dentro de um veículo arrastado pela água. Graças à rápida ação de populares, a situação foi controlada e vidas foram preservadas.
Já em São Miguel do Guaporé, um cenário que se repete todos os anos voltou a preocupar. Com as chuvas, fortes enxurradas se formam no centro da cidade e seguem em direção à BR-429, criando uma espécie de “rio” às margens da rodovia. A situação representa risco constante para motoristas e pedestres que circulam pelo local.


Embora pareçam problemas difíceis de solucionar, a população dos dois municípios mantém a esperança de que, em algum momento, medidas definitivas sejam adotadas para resolver esses pontos críticos. Muitas vezes, obras que não são visíveis no dia a dia são justamente aquelas que salvam vidas.
A prevenção e o investimento em infraestrutura adequada continuam sendo fundamentais para que o período chuvoso, essencial para o equilíbrio ambiental, não se transforme em ameaça à vida.


Fonte: Correio do vale





